O Parque Municipal Benedito Fagundes de Morais e o Circo Escola Edgar Cabide contaram com mais quatro atrações culturais do Festival de Inverno 2022. O evento que está sendo realizado pela Secretaria Adjunta de Cultura, aconteceu neste último final de semana.

Contação de histórias, música, diversão tomaram o circo que, mesmo com o frio, fizeram o público estar presente e prestigiar as atrações.

No sábado (20), foi a vez do grupo Raios de Sol de Fevereiro se apresentar com muita música boa do gosto popular. No estilo Pé de Serra Universitário, a banda veio de Cajamar para tocar com muita alegria um repertório repleto de músicas sobre a história e cultura do povo nordestino no qual é o principal estilo do grupo.

Empolgado em tocar novamente em Franco da Rocha, o cantor e compositor Rubens da Silva Guerra, disse que é uma grande alegria tocar na cidade. “É um prazer tocar em franco e participar desse festival de inverno. É maravilhoso porque aqui as pessoas têm acesso à cultura, festa e música, tudo gratuitamente”.

Para a franco-rochense, Elaine Angelo, o evento foi maravilhoso e muito descontraído pois ela estava apenas de passagem no parque, quando ouviu as músicas e se aproximou. “É legal porque você e todo mundo pode se divertir sem gastar muito, e é um evento muito planejado para a população também”.

O comerciante autônomo, Reinaldo Ferreira, disse também que este evento, por ser bom, traz bastante turistas para o município e envolve muito o publico jovem, e afirmou ainda que “A iniciativa é ótima, depois de dois anos de pandemia era o que faltava para população, lazer e cultura sabe? E acaba gerando também mais renda para cidade”.

Um domingo marcado pela representatividade

No início da tarde de domingo (21) aconteceu mais uma edição do Franco RPG, jogo em que jovens e adultos se encontram para mergulhar no universo de histórias medievais e interpretar diferentes papéis em suas partidas.

Já o Circo Escolar Edgar Cabide também contou com muito entretenimento e representatividade para os franco-rochenses. Ao início do final da tarde, aconteceu mais uma edição de contação de histórias, que dessa vez, teve seu tema voltado a cultura afro que fez o público presente ficar admirado com a apresentação.

Em uma conexão imersa de literatura com as crianças e adultos, as arte-educadoras interpretaram os tradicionais Contos e Cantos de Guiné-Bissau em um formato de contação e interpretação oral, visando valorizar a cultura africana, o protagonismo negro e sua tradição.

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A primeira história contada e cantada foi “É no fogo que eu nasci”, onde os personagens Lebre, Hiena e o esquilo aprendem sobre compartilhar e ter respeito um pelo outro. Já na segunda história, “A Lenda dos tambores africanos”, conta a lenda sobre um macaco pequeno e seus amigos que queriam alcançar a Lua e trazê-la para Terra.

Segundo a arte-educadora, Karen Sousa, os Contos e Cantos de Guiné-Bissau é importante pois se torna uma forma de educação antirracista que consegue fortalecer a cultura afro e trazer mais perto da realidade de muitas pessoas no dia a dia. “A contação de histórias, é a fala como ferramenta para conectar as pessoas, e para nós, o importante é trazer a maior concentração do lugar do povo negro e sua tradição, para que haja uma valorização das culturas que antes eram muito desvalorizadas e marginalizadas”.

E para encerrar a noite, o circo teve como atração também o espetáculo “Quando acordei, o circo tinha ido embora” que, com a Trupe Trapaceiros, emocionou e encantou todo público presente após fazer uma releitura sobre as apresentações circenses itinerantes de anos passados, de uma forma cômica e contagiante.

Texto e foto: Amanda Iglesias