O ginecologista José Adagmar Pereira de Moraes, de 41 anos, suspeito de abusar sexualmente de, pelo menos, nove pacientes recebeu o alvará de soltura na tarde de ontem (13).
 
O médico estava com a prisão preventiva decretada desde outubro do ano passado, após uma paciente de Suzano o denunciar por abuso sexual durante uma consulta. Decorrente disso, outras mulheres apareceram denunciando Moraes pelo mesmo crime. Ele estava na penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba.
 
Uma estudante, de 19 anos que teve atendimento médico com Moraes, relatou que após falar para ele que sentia dores ao manter relações com o namorado, o mesmo disse que, ela teria de ter mais parceiros sexuais em sua vida. Este caso também foi registrado pela polícia como estupro.
Ao examina-la, a vítima alegou que o médico havia passado as mãos em suas partes íntimas, incluindo os seios, fazendo massagem, e questionando se ela sentia prazer.

Para o Ministério Público, os crimes foram praticados mediante fraude, uma vez que o ginecologista, segundo o MP, simulava estar examinando as vítimas, e, inclusive, sugeria que elas tinham uma espécie de “bloqueio psicológico sexual”.

Na decisão de soltura do réu o juiz decidiu, no entanto, que ele não exerça a atividade médica até o final do processo.

As informações são do portal de notícias G1.