O delegado Eliardo Jordão, responsável pela investigação no Distrito Policial de Poá, solicitou a prisão temporária de Ricardo Reis de Faria e Vieira, após cair em contradição durante seu depoimento. Vieira é um dos pais adotivos das três crianças que morreram carbonizadas na madrugada de quarta-feira (17), em Poá.  

De acordo com o delegado, o depoimento apresentado por Vieira, levou a solicitar a medida. ‘’Não acusa ninguém, é uma prisão processual, um instrumento jurídico para viabilizar o interesse das investigações’’, explicou. 

No quarto estavam, Gabriel Reis de Faria e Vieira, de 9 anos; Fernanda Verônica Reis de Faria e Vieira, de 14 anos, e Lorenzo Reis de Faria e Vieira, de 2 anos. Segundo a polícia, havia grades na janela e a porta estava trancada. As três vítimas foram encontradas carbonizadas. 

Ainda segundo a polícia, Ricardo afirma ter acordado apenas ao sentir o cheiro da fumaça. Porém, de acordo com uma vizinha, uma criança gritava ”Pai, não deixa eu morrer aqui”. E também disse ter ouvido por pedidos de socorro.   

O pai ainda afirmou que, quando percebeu o incêndio, tentou arrombar a porta. Como não conseguiu, seguiu até a delegacia, que fica a poucos metros da casa, para pedir ajuda e disse que seus filhos estavam lá. Um policial civil foi até o imóvel, conseguiu arrombar, mas já não era mais possível chegar até as crianças por causa das chamas. 

Já mais tarde, no depoimento, Ricardo chegou a afirmar que pensou que os filhos tinham sido sequestrados, segundo a polícia. Ele afirmou ter ido até a janela, pelo lado de fora, após ter percebido o incêndio, mas que os filhos não estavam no quarto – versão que contradiz o momento em que foi pedir socorro. 

“Ele veio pedir socorro na delegacia, porque as crianças estavam trancadas lá e ele não conseguia arrombar a porta. O policial civil foi até a casa e arrombou a porta. Em razão das chamas, não conseguiu avançar até o quarto, ingressar no quarto”, explica o delegado Eliardo Jordão. 

Ainda há outros pontos a serem esclarecidos, de acordo com a polícia. “O bebê não era comum dormir nesse quarto, são algumas versões, contradições que ao longo do dia estamos checando. O quarto estava trancado, outro fato que temos que esclarecer, quem trancou e por que estava trancado?”, pontuou Jordão. 

Também não se sabe ainda a causa do incêndio, mas segundo o delegado, tudo leva a crer que o fogo começou no quarto em que as crianças dormiam. 

Fonte: G1

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