Donald Trump deu, finalmente, ‘luz verde’ para que se desse início aos protocolos de transição da atual administração para a de Joe Biden.

“A eleição acabou”, escreveu Joe Biden nesta terça-feira, na sua página oficial no Twitter.

 

Um dia depois de a Administração de Serviços Gerais dos Estados Unidos ter apurado que Biden é o “aparente vencedor” das eleições presidenciais, e ter aberto caminho para a transição formal que estava a ser bloqueada pela administração Trump, o presidente eleito referiu que “está na hora de deixar de lado o partidarismo e a retórica projetada para demonizar um ao outro”.

O atual presidente dos Estados Unidos disse que nunca concederá a eleição, mas após semanas no limbo, a sua administração deu finalmente ‘luz verde’ para que se desse início aos protocolos de transição da atual administração para a de Joe Biden.

Apesar de autorizar o início do processo, o ainda chefe de Estado norte-americano não admitiu a derrota nas presidenciais e considerou que ainda há hipóteses de reverter os resultados eleitorais. Donald Trump mantém o discurso apesar de a Pensilvânia e o Michigan já terem certificado os resultados eleitorais naqueles estados, que têm sido peças centrais das várias tentativas legais, sem sucesso até à data, conduzidas pelo presidente para tentar invalidar os resultados eleitorais.

O anúncio desta segunda-feira significa que Joe Biden terá acesso aos fundos governamentais e receberá informações dos serviços de inteligência enquanto se prepara para assumir o cargo a 20 de janeiro.

O Presidente eleito dos EUA, Joe Biden, continua anunciando os nomes da sua futura equipe governamental, com destaque para o setor da segurança nacional, procurando reverter a estratégia do Governo republicano de Donald Trump.

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Na segunda-feira, Biden anunciou as primeiras escolhas para o seu futuro Governo, incluindo o nome de Antony Blinken como secretário de Estado, John Kerry para a pasta do combate às mudanças climáticas e Alejandro Mayorkas como secretário de Segurança Interna, o primeiro latino a ocupar este lugar.

As escolhas revelam uma preocupação de mudança fundamental em relação às políticas do Presidente republicano, Donald Trump, e de encontrar figuras muito próximas do ex-Presidente Barack Obama.