Funcionários dos Correios do Alto Tietê querem realizar uma greve, decorrente de uma liminar cedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à estatal, que permite o reajuste dos benefícios dos profissionais da empresa. Cerca de 700 trabalhadores do Alto Tietê seriam afetados. Entre 10 mil e 15 mil correspondências registradas, encomendas e Sedex, além de 200 mil cartas simples deixariam de ser entregues.  

A paralisação é previsível para o dia 17 de agosto, segunda-feira, caso os Correios não voltem atrás com a decisão. 

O julgamento da liminar ocorrerá no dia 14 de agosto, sexta-feira. De acordo com o diretor de base do Sintect no Alto Tietê, Milton de Jesus Miguel, uma reunião será realizada no dia 17 e, caso seja deflagrada, a greve iniciará às 22h00 do mesmo dia.  

“Estamos contando que o STF reveja sua posição. Esperamos que no dia 14, quando começar a votação dessa liminar, que eles voltem atrás e a derrubem, a favor dos trabalhadores. Caso não aconteça, vamos pedir para que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) entre nesta briga com a gente, para que possamos fazer com que a empresa reveja essa situação. Queremos que fique uma negociação boa para a empresa e funcionários. A imposição das nove cláusulas é boa só para ela”, afirma o diretor. 

Segundo Miguel, entre os benefícios perdidos pelos trabalhadores estão o adicional de risco, tickets de refeição e alimentação, ajuda de custo para profissionais que têm filhos com deficiência, entre outros. 

“A empresa quer impor apenas nove cláusulas, se baseando apenas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Perdemos todas as nossas conquistas de mais de 30 anos”, lamentou o diretor. 

Em nota, a empresa alega que, o objetivo não é tirar os direitos dos empregados, mas sim, ajustar os benefícios de acordo com o que está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outras legislações.  

Fonte: DS